Gengivite e Alzheimer

  • Gengivite e Alzheimer

    Cuidar das gengivas pode fazer a diferença

    Perceba a correlação entre as duas doenças e saiba como evitar a gengivite.

    Saúde Oral

Notícias

A nossa boca não é algo que está à parte do nosso organismo. Uma infeção que comece, por exemplo, nas gengivas, pode ter consequências catastróficas se não for tratada. Viajando através do nosso sangue para outras partes do corpo. Entenda a relação da gengivite, uma doença que poucos levam a sério, com a doença de Alzheimer, uma doença devastadora que afeta não só os doentes, como as suas famílias.

 

O que é a doença de Alzheimer?

A Alzheimer é uma doença neurodegenerativa com efeitos avassaladores nas vidas das pessoas. É a forma mais comum de Demência, afetando mais de 193.000 indivíduos só na Europa. A doença de Alzheimer é responsável pela deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras). Tendo como consequências alterações no comportamento, na personalidade e na capacidade funcional dos doentes, dificultando a realização das suas atividades diárias.

A gengivite pode provocar a evolução da doença de Alzheimer.

 

Como é que a gengivite pode estar relacionada com a Alzheimer?

Um estudo desenvolvido na Universidade de Bergen, na Noruega, e publicado na revista cientifica Science Advances mostra que a bactéria responsável pelas doenças das gengivas, a Porphyromonas gingivalis, tem a capacidade de viajar através da corrente sanguínea e colonizar as células cerebrais de pessoas com Alzheimer. Provocando o desenvolvimento e o agravamento da doença.

Os investigadores chegaram à conclusão que as toxinas produzidas pela bactéria estão relacionadas com o aumento de duas proteínas responsáveis por provocar a evolução da doença de Alzheimer. Descobriram ainda que, neutralizando as toxinas, a presença das duas proteínas diminui e é possível proteger os neurónios dos Pacientes.

Recentemente, um novo estudo, desta vez da autoria de investigadores de várias Universidades americanas, mostrou como o estádio avançado da gengivite está relacionado com o surgimento de sintomas de Demência. O estudo decorreu ao longo de 18 anos e incidiu em mais de 8.000 indivíduos, todos com 63 anos no início da investigação. Após análise rigorosa, os cientistas concluíram que, comparativamente a pessoas com gengivas saudáveis, aqueles que apresentam casos severos de gengivite e perda dentária têm um risco 22% mais alto de desenvolver Demência.

 

O que podemos fazer para evitar a gengivite?

A resposta é relativamente simples: tenha bons hábitos de higiene oral. E não pense no fio dentário como um bónus às suas rotinas. Este produto é uma parte essencial dos cuidados de higiene oral diários e deve ser usado antes de escovar os dentes. Se não for prático usá-lo em todas as escovagens que faz ao longo do dia - no mínimo, deve fazer duas - então use o fio dentário na última escovagem que faz antes de se deitar. Além disso, use elixir oral no fim das suas rotinas. Para além de ser um excelente aliado das suas gengivas, irá dar-lhe um sensação de frescura que irá perdurar na sua boca.

Visitar o dentista para realizar uma destartarização duas vezes por ano irá ainda contribuir não só para evitar a gengivite como para tratá-la atempadamente, caso venha a desenvolver este problema.

Evite a gengive.

 

E se tivermos gengivite?

Em primeiro lugar, ter gengivite não é nem uma causa absoluta, nem o único fator agravante da doença de Alzheimer. Estima-se que mais de metade dos adultos tenham ou possam vir a desenvolver um problema de gengivite. Mas o facto de ser comum não significa que não tenha de se tratar. Para além da sua correlação com a Alzheimer, uma gengivite pode evoluir para uma periodontite, o estádio mais avançado das doenças das gengivas. Sendo necessário recorrer a outro tipo de tratamentos, por vezes mais invasivos. Além disso, processos inflamatórios e infeções extensas nas gengivas podem ainda influenciar outras patologias. Tendo impactos muito negativos em doenças crónicas como a diabetes.

 

“Tenho as gengivas inchadas! E agora?!”

Agora deve manter a tranquilidade. Gengivas inchadas ou inflamadas não têm necessariamente de significar que uma doença das gengivas esteja já instalada. No entanto, essa situação também não pode ser ignorada. Existem vários motivos que podem provocar a inflamação das gengivas, mas apenas o dentista poderá identificar eficazmente a raíz do problema.

Se notar que as suas gengivas estão inchadas ou inflamadas, marque uma consulta de avaliação no dentista assim que possível.

Gengivite: procure tratamento.

 

Se está preocupado com o estado da sua Saúde Oral e não visita o dentista há mais de seis meses, aproveite para marcar uma consulta de avaliação completa numa das mais de 50 clínicas OralMED Medicina Dentária. Terá acesso a meios de diagnóstico avançados e a uma equipa de profissionais qualificados, prontos a recebê-lo em toda a segurança. Receberá um diagnóstico completo e ficará a conhecer, em detalhe, o estado dos seus dentes e gengivas. Tudo na primeira consulta. E sem qualquer compromisso.