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Robôs dentistas: será possível?

  • Robôs dentistas: será possível?

    Conheça alguns dos desenvolvimentos mais recentes da robótica na Medicina Dentária.

    E se um dia, ao entrar no consultório do seu médico dentista, fosse recebido por um robô?

    Saúde Oral

Notícias

Robôs dentistas: será possível?

Os robôs têm-nos fascinado quase desde sempre. Já todos sonhámos com a existência máquinas que pudessem realizar as nossas tarefas, interpretar informação por nós e simplificar o nosso dia, libertando-nos para atividades menos desgastantes e mais do nosso agrado. E a verdade é que, se inicialmente este cenário parecia apenas ficção científica, hoje começamos a assistir ao aparecimento de aparelhos que nos ajudam cada vez mais em todos os campos, incluindo na Medicina Dentária. Mas, afinal, quais são os limites da tecnologia? Poderão os robôs substituir os dentistas?
 

Poderão os robôs substituir os dentistas?
 

A tecnologia na Medicina Dentária


Ao longo dos últimos anos, os tratamentos dentários evoluíram e foram descobertas novas formas de realizar diagnósticos mais corretos e tratamentos complexos de forma cada vez mais rápida, eficiente e menos invasiva. Com esse progresso, o rigor das clínicas dentárias passou a exigir também a incorporação de tecnologias de última geração nos procedimentos do dia-a-dia, com equipamentos cada vez mais inovadores e sofisticados. Alguns exemplos desses mecanismos são os scanners intraorais, a ortopantomografia, a TAC ou até a sedação consciente, que têm aumentado a qualidade dos tratamentos e o conforto dos Pacientes, e são hoje indispensáveis à Medicina Dentária.
 

Já existem robôs na Medicina?


Embora a aplicação da robótica ao ramo da saúde seja uma questão bastante controversa, têm sido feitos vários avanços nesse sentido. Recentemente, a empresa chinesa iFlytek desenvolveu um “Doutor Assistente IA” que, com base no armazenamento de informação de outros casos clínicos, é capaz de diagnosticar Pacientes e receitar exames e medicamentos. Apesar de existirem várias empresas a explorar o uso de robôs, este destacou-se por ter sido o primeiro no mundo a passar nos exames necessários para poder exercer Medicina.

 

Poderão os robôs substituir os dentistas?

 

Um outro exemplo – mais relacionado com a Medicina Dentária – é o facto de, também na China, já ter sido realizada a primeira cirurgia de implantes feita apenas por um robô, embora sempre com supervisão médica.
 

Existirão robôs dentistas no futuro?


As necessidades dos Pacientes e a evolução do conhecimento científico exigem que todas as clínicas dentárias se adaptem e incorporem as novas tecnologias nos procedimentos clínicos. No entanto, com tantas inovações a chegarem ao mercado – como é o caso dos robôs –, é essencial ponderar dois aspetos: a sua utilidade para os tratamentos e a recetividade dos Pacientes.

 

"Com tantas inovações a chegarem ao mercado, é essencial ponderar dois aspetos: a sua utilidade para os tratamentos e a recetividade dos Pacientes."

 

Embora as tecnologias possam ajudar a motivar os Pacientes para se tratarem, um estudo recente sobre o uso de robôs na Medicina Dentária, realizado nos Estados Unidos da América, mostrou que os Pacientes ainda se sentem bastante divididos. Neste sentido, os inquiridos aceitariam mais facilmente a utilização de robôs em limpezas dentárias e branqueamentos do que nos restantes tratamentos, por exemplo. Além disso, a questão monetária também parece ser relevante para a escolha, uma vez que a disponibilidade das pessoas para se submeterem a estes dois tratamentos aumentava se o preço fosse reduzido para metade.

Apesar dos avanços tecnológicos, a verdade é que o tema dos robôs continuará certamente a ser alvo de debate durante muito tempo e dificilmente atingirá um consenso. No que à Medicina Dentária diz respeito, não descuramos uma eventual utilização de robôs em alguns procedimentos. No entanto, acreditamos que, se o diagnóstico médico não for bem realizado e não existir uma relação humana entre o médico e o Paciente, então os tratamentos sairão certamente prejudicados com a utilização de robôs – e, para garantir que estas máquinas são usadas de forma consciente e sem qualquer risco associado, ainda parece existir um longo caminho pela frente.